Afinal, Obama é só Obama!
(imagem: http://pingounica.com)
Amanhã Barack Obama completa o primeiro ano de presidência. Os que tem a paciência de me acompanhar aqui no Olhar Global e em outros blogs sabem que desde a primeira hora, ainda quando Obama disputava a indicação pelo Partido Democrata nos colocamos francamente simpáticos à sua candidatura, com grandes expectativas de que a sua atuação seria o começo de um novo tempo não só para os Estados Unidos, mas também para o resto do mundo.
Não foi assim. É claro que o homem ainda tem mais tres anos deste primeiro mandato para dizer ao que veio. Sabemos que ele assumiu em meio ao turbilhão da crise financeira, o que certamente o obrigou a uma série de correções do curso anteriormente traçado, e neste aspecto está se saindo bem, sabemos que ele não governa sozinho, depende de alianças, inclusive com os republicanos, mas o primeiro ano de Mr. Obama foi por dizer, "meia boca". Senão vejamos, Guantánamo ainda está aí e vai continuar por mais um bom tempo, o envolvimento militar no Afeganistão e no Iraque permanece no mesmo patamar, ou daí para pior, a postura de descompromisso com a questão ambiental permanece a mesma. Sim, Obama, sob certo aspecto tem feito um governo de continuidade da administração Bush.
Mas, a questão nem mesmo é esta, é algo que transcende, é imaterial. Pergunta-se, onde está todo o carisma, toda a vitalidade, o dinamismo que Obama esbanjou em toda a campanha eleitoral? Acho que o choque de realidade foi maior que toda exposição midiática. Obama, um ano depois da posse, me parece apenas mais um presidente americano. Pode ser que esteja errado, que depois da vaga otimista, esteja eu sendo pessimista demais. Pode ser, mas para os meus olhos, Obama está sendo apenas Obama.







