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(imagem: http://pwp.netcabo.pt/)

Xico_Lopes É importante que instituições como o Banco Mundial e a ONU tomem posições claras a respeito dos atuais problemas, e mais do que isto, busquem a solução. Mas nos perguntamos, não será ineficaz, como tem sido, o auxílio dos países mais ricos? Vejamos a situação africana. Um continente infestado de ditadores e corruptos de norte a sul, leste a oeste.

Está bem, sabemos que grande parte desta corrupção e tirania, no caso africano, é uma herança advinda do regime colonialista que foi praticado pelos países ocidentais (leia-se europeus), mas já que estamos falando de problemas, é preciso solucionar estes paralelamente às questões denunciadas pelos organismos internacionais. Pois certamente não será ético e muito menos produzirá resultado prático que se deseja, jogar milhões de dólares em países, por exemplo, Zimbabwe, com um demente corrupto como Mugabe no poder.

O G8 e quem mais possa ajudar tem que ter compromisso moral com estas populações subjugadas, que sofrem de fome, mas sofrem muito mais nas mãos de ditadores e ladrões. Toda ajuda que for dada a países como o Zimbabwe será inútil enquanto no poder estiverem indivíduos como Mugabe. Vejam o drama que é prestar ajuda internacional por entidades como a Cruz Vermelha, Médicos sem fronteira, e outras instituições, em Mianmar. Tudo porque está instalada naquele país uma junta militar que subjuga e expolia o país por anos a fio. É mais do que necessário que se criem instrumentos éticos, amplamente aceitos pela comunidade internacional livre, para que regimes desta natureza sejam apeados do poder e impedidos de exercerem a sua nefasta atuação.

Outro aspecto, é preciso urgentemente que se acabe com a demonização dos biocombustíveis. Primeiro, necessário se faz que a opinião pública mundial seja devida e amplamente esclarecida que existem vários tipos de biocombustíveis, dentre eles,  há os que são melhores e outros francamente desfavoráveis e isto de acordo com as peculiaridades de cada região de plantio. Segundo, no caso brasileiro, é preciso que se diga a verdade, a área destinada à produção de alimentos não será  prejudicada com o plantio de biocombustíveis, e se o governo fizer bem o seu trabalho, que é o de fiscalizar o cumprimento da lei, não haverá o desmatamento das florestas.

A alta dos preços dos alimentos ameaça reverter todos os avanços globais com desenvolvimento e levar 100 milhões de pessoas em todo o mundo para baixo da linha de pobreza, advertiram o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, e o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick.

A declaração de ambos foi feita na reunião de cúpula anual do G8, o grupo dos sete países mais industrializados do mundo mais a Rússia. Ambos haviam participado de uma reunião com os líderes do G8 e oito chefes de Estado ou governo africanos. Ban e Zoellick cobraram dos países do G8 uma ação urgente para combater a atual crise e para prevenir futuras altas nos preços dos alimentos. Segundo o secretário-geral da ONU, o mundo enfrenta três crises simultâneas e interligadas - dos alimentos, do clima e de desenvolvimento - para as quais são necessárias soluções integradas.

"Nossos esforços até agora têm sido muito divididos e esporádicos. Agora é a hora de termos um enfoque diferente", afirmou Ban. "A ONU está pronta para ajudar com todos esses desafios globais", disse. Segundo ele, "todo dólar investido hoje equivale a dez amanhã ou cem no dia seguinte".

Oportunidade

O presidente do Banco Mundial afirmou que a atual crise é uma oportunidade para que o mundo consiga alcançar um caminho de desenvolvimento no longo prazo, mas que para isso é necessário um comprometimento dos países ricos por mais investimentos. Segundo ele, investimentos em projetos como irrigação podem ajudar a expandir as colheitas, principalmente na África, e ajudar a combater a escassez global de alimentos. "Só 4,9% das terras aráveis da África são irrigadas, contra 40% no Sudeste Asiático", observou.

Segundo ele, os caminhos para possíveis soluções para os problemas atuais já são conhecidos, mas o que falta são mais recursos.

Impacto dos biocombustíveis

Questionados a respeito do impacto que os biocombustíveis teriam sobre a alta global dos alimentos, Ban e Zoellick afirmaram que a produção certamente afeta a atual crise, mas argumentaram que são necessários mais estudos para avaliar a exata dimensão desse impacto.

Um documento do Banco Mundial vazado para o jornal britânico The Guardian estimava em 75% a parcela de culpa dos biocombustíveis na alta dos alimentos, principalmente pelo desvio de cultivos como o milho ou a soja para a sua produção.

"É verdade que os biocombustíveis contribuem para o aumento no preço dos alimentos, mas não está claro quanto", afirmou Ban. "Acredito que precisa haver mais pesquisas para quantificar isso."

Fonte: BBC Brasil via Globo Online

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